Diabetes Mellitus Gestacional: Importância do Diagnóstico

Diabetes Mellitus Gestacional Importância do Diagnóstico

Compartilhe

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no email
Compartilhar no telegram

A gestação se caracteriza em um estado de resistência à insulina, essa condição, aliada à intensa mudança nos mecanismos de controle da glicemia, em função do consumo de glicose pelo embrião e feto, pode contribuir para ocorrência de alterações glicêmicas favorecendo o desenvolvimento de Diabetes Mellitus Gestacional (DMG).

Alguns hormônios produzidos pela placenta e outros aumentados pela gestação, tais como: hipoglicemiantes como cortisol, estrógeno, progesterona e a prolactina, podem promover redução da atuação da insulina em seus receptores e, consequentemente, um aumento da produção de insulina nas gestantes saudáveis.

O diagnóstico precoce das gestantes portadoras de DMG é de suma importância, por isso é imprescindível que exame de glicemia em jejum seja realizado ainda no primeiro trimestre, quando se inicia o Pré-Natal. Nas pacientes com glicemia de jejum no primeiro trimestre < 92mg/dl, ou seja, todas as gestantes sem diagnóstico de diabetes devem ser investigadas com Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) com 75g de glicose entre a 24a e 28a semana de gestação.

Para as pacientes diagnosticadas, o tratamento deve iniciar imediatamente com as orientações de controle glicêmico com medição da glicemia capilar em jejum e pós prandial (1h e 2h) e atividade física, garantindo ganho de peso adequado, tanto para a mãe como para o bebê.

A distribuição dos nutrientes é feita de forma adequada, com valor calórico total individualizado, contendo carboidratos, proteínas, e gorduras. “Não se deve restringir muito a oferta de carboidrato, e sim escolher aqueles com menor índice glicêmico”. É necessário fracionar a ingestão alimentar em 6 refeições por dia: café da manhã, almoço, jantar, dois lanches e uma ceia.

Alimentos sugeridos: Frutas de baixo índice glicêmico, grãos integrais, leguminosas e proteínas de alto valor biológico (ovos, leite e peixe) e gorduras boas (azeite de oliva e oleaginosas). 

Alimentos que devem ser evitados: açúcar, embutidos (salsicha, presunto, mortadela), alimentos industrializados (biscoitos recheados, refrigerantes, suco em pó) e excesso de frituras.
Pode ser necessário o tratamento medicamentoso e a insulinoterapia caso a DMG não esteja controlada A hiperglicemia durante a gestação poderá aumentar o risco da criança desenvolver obesidade, síndrome metabólica e diabetes na vida futura. 

A maioria das gestantes com diagnóstico de DMG apresenta normalidade na tolerância aos carboidratos após o puerpério. No entanto, é extremamente importante que essas mulheres sejam acompanhadas no pós-parto, em intervalos regulares com objetivo de detectar se a paciente ainda apresenta os níveis de glicose descompassados, principalmente em relação ao preparo desta para uma futura gestação, uma vez que a DMG pode novamente surgir à medida que a mulher volta a engravidar, por isso os cuidados se estendem até mesmo no pós-parto.

Dr Rayane Pimentel

Dr Rayane Pimentel

Nutricionista
Nutri Advisor - Central Nutrition
@rayannepimentel.nutricionista

Você também pode gostar